
Está tudo prometido. Amanhã é a vez dos eleitores decidirem quem passa à 2.ª volta. Para que nada do que deve ser feito fique, contudo, por concretizar, a campanha de Sarkozy inventou um derradeiro esforço: Juntos 72 horas para ganhar que, depois de se ter centrado na distribuição de propaganda, passa hoje, dia de reflexão, para iniciativas culturais. Uma delas é lançar balões azuis em Aulnay-Sous-Bois, município dos arredores do nordeste de Paris, onde há um autarca de origem portuguesa, Paulo Marques, todo UMP, e se sentiu com grande gravidade a revolta dos carros queimados do início de Novembro de 2005.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p>
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A fúria vandalizadora começou após a morte de dois jovens norte-africanos em Clichy-Sous -Bois, localidade contígua a Aulnay, e onde as coisas continuam mal. Ainda esta semana faleceu um paquistanês de 44 anos após 15 dias em coma, por ser espancado por um grupo de jovens quando o roubaram no bairro social de <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:PersonName ProductID="La Forestière.Clic" w:st="on">La Forestière.
Clic</st1:PersonName>hy-Sous-Bois é um local de romagem muito perigoso. Uma equipa da agência BG Television foi lá atacada na quarta-feira num assalto de tipo esticão e uma outra da al-Arabya entregou o material de reportagem roubado sem violência física. A própria polícia do departamento Seine-Saint Denis refere que nas últimas semanas se multiplicaram os incidentes. Na localidade já residiram muitos imigrantes portugueses que se passaram para municípios vizinhos, como Aulnay onde o hoje inquietante bairro Rosa dos Ventos viu nascer há três décadas uma pujante associação de naturais de Portugal.
Quando em Paris se apanha o comboio para Aulnay, percebe-se logo que se vai para outro mundo. Na estação havia tanto polícia que mais parecia que ia haver uma parada. De bastões à cintura, os agentes da Police National iam directo ao assunto ao mínimo alerta.
Apesar das controvérsias com o tratamento de escumalha que Sarkozy dá aos violentos, Aulnay, com 80 mil habitantes, deu 42 lugares dos 53 da assembleia municipal ao UMP que ocupa todos os 15 lugares da vereação executiva. O segredo é que ninguém brinca <st1:PersonName ProductID="em serviço. O" w:st="on">em serviço. O</st1:PersonName> militante que distribuía panfletos pró-Sarkozy na praça central parou a sua tarefa para tomar nota da matrícula do Renault 5 que passou rápido a gritar uns insultos pela janela e esteve sempre atento a um grupo de jovens a beber cerveja em atitude desafiante. Quando se retiraram, o sarkozista invectivou-os por deixarem no chão o lixo que possivelmente os seus pais, eventuais funcionários da câmara, virão limpar no dia seguinte.
Existe tensão nos subúrbios dos bairros sociais, mas é difícil prever como a minoria violenta reagirá aos resultados de amanhã e como engolirá a hipótese de o seu inimigo de estimação, Sarkozy, caminhar para a presidência da França.<o:p></o:p>
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LUSO-FRANCESES
A portuguesa Gracinda Maranhão, apoiante de Royal, afirma que um maior número de luso-franceses cerca de 500 mil estão inscritos vai votar.
IMPRENSA EUROPEIA
A imprensa europeia segue com particular atenção as presidenciais. Na Grã-Bretanha, dois jornais, o The Economist e o The Times, decidiram mesmo apoiar o candidato da direita, Sarkozy. Nos EUA, os analistas prevêem a vitória do ex-ministro do Interior.
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