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Association Nationale des élus d'origine Portugaise en France. Associação Nacional dos Autarcas de origem Portuguesa em França.

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França: Mais de 44 milhões a votos

França: Mais de 44 milhões a votos<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p>

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Os franceses votam hoje nas presidenciais à espera de uma surpresa. A avaliar pelas sondagens, acima de cem nos últimos três meses, a surpresa será não haver surpresa depois dos resultados loucos de 2002, com a passagem de Le Pen à 2.ª volta e a eliminação do então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin. Mas como há muitos descontentes e porque nesta 1.ª volta com 12 candidatos se pode votar por instinto, há quem pressinta um novo fenómeno. E como a história não se repete, o novo fenómeno só pode ser François Bayrou.<o:p></o:p>

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O presidente da UDF e antigo ministro da Educação em governos de direita faz o papel de outsider entre Nicolas Sarkozy e Ségolène Royal. Aproveita-se dos ódios populares contra os dois. Um é muito à direita e tem o azar de ter sido ministro do Interior – e mandar na polícia é caminho certo para se revelar inimigo das liberdades. Outro é socialista, a quem os cidadãos não perdoam a ideia trágica de, na sua última presença no governo, ter inventado as 35 horas semanais que limitaram o rendimento a quem trabalha e implementado o euro, culpado de um disparar da carestia de vida. Por causa destas iniciativas os votantes da esquerda andam pelos 40% enquanto a direita se avalia nos 60%.<o:p></o:p>

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"SÉGOLÈNE VAI CRIAR MAIS EMPREGOS"

“O desenvolvimento do emprego para os jovens vai ser a primeira grande mudança se Ségolène ganhar”, afirma com conhecimento de causa Pascal de Lima, de 34 anos, doutorado <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:PersonName ProductID="em Economia Bancária" w:st="on">em Economia Bancária</st1:PersonName>, militante desde 2004 do PS francês e membro da Comissão Económica de Emprego e Segurança Social da candidatura de Ségolène Royal.

Pascal de Lima reconhece-se como imagem autêntica dos valores e da educação recebidos dos pais emigrantes. A mãe é natural de Barreiros, no concelho de Valpaços, e o pai nasceu em Dornelas do Zêzere, concelho do Fundão. Na última semana, desdobrou-se em declarações políticas. Tem um discurso directo e claro, sem dúvidas, porque se sente em campanha. “Das medidas para os primeiros cem dias de um futuro governo a sair de legislativas, após a eleição presidencial, destaco três: além de mais empregos para jovens, a criação de um verdadeiro ministério da família e ainda uma reorganização de todos os parceiros europeus que leve a um novo Tratado Constitucional e permita à França retomar um papel de liderança essencial para o êxito da UE.” E isto, diz, faz toda a diferença do liberalismo económico de Sarkozy.

"SARKOZY FESTEJA 25 DE ABRIL COM PORTUGUESES"

“Ele vai festejar o 25 de Abril com portugeses, recebendo-os ao meio-dia na sua sede de candidatura. Se virmos bem a sua política social é até mais à esquerda do que a do Zapatero em Espanha e do Tony Blair em Inglaterra”, explica, com orgulho, Paulo Marques, de 37 anos, conselheiro municipal pelo partido de Nicolas Sarkozy, em Aulnay-sous-Bois. O conselheiro vai estar esta noite a trabalhar na sede nacional da candidatura, onde se organiza a logística de acompanhamento dos resultados.

Filho de emigrantes oriundos de Espito, no concelho de Ourém, nasceu a 13 de Janeiro de 1972 em Champigny-sur-Marne, a terra onde os portugueses chegaram a arvorar a bandeira nacional nos anos 60, e iniciou-se na política aos 19, concorrendo a eleições municipais pelos gaullistas. Falhou na primeira tentativa mas, à segunda, em 1995, foi eleito. É sarkozista dos quatro costados. Identifica-se com o candidato, porque, como ele, é francês filho de emigrantes. E, como afirma, também defende os seus valores do trabalho: “Sarkozy autorizará horas extraordinárias, além das 35 horas, que foi uma desgraça criada pelo PS e elas serão pagas com um acréscimo de 25%.”

Empenhado na política, Paulo Marques tem também um segundo trabalho. É relações públicas de duas discotecas, propriedade dos irmãos, enquanto o pai, fundador da Associação Cultural Rosa dos Ventos, é agora chanceler no consulado. “Com Sarkozy – remata – os emigrantes vão ganhar. Ele festeja connosco a liberdade do 25 de Abril.”

 

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João Vaz, enviado especial a Paris (22/04/07)<o:p></o:p>

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João Vaz enviado especial a Paris (22.04.07)... 
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