
Paulo Marques, o autarca luso-francês de Aulnay-sous-Bois, subúrbio de Paris, está desde ontem no Porto, para participar ao lado do Presidente da República nas comemorações do 10 de Junho. Na mala, traz um pedido que Portugal dê mais atenção e apoio financeiro ao ensino da língua portuguesa em França e nas restantes comunidades.
"Penso que há vontade de abertura de Portugal ao exterior", afirmou ao JN, ao explicar o motivo do convite que lhe endereçou Cavaco Silva. "Portugal não pode ficar fechado, sem ligação às suas comunidades. São cinco milhões de portugueses fora de Portugal".
Para este luso-descendente, fundador da associação Cívica, ainda persiste em Portugal um "fechamento" sobre si próprio, apesar da diáspora. Os portugueses, defende, têm de abandonar a visão "antiquada" dos "imigrantes". "Quando venho cá a Portugal sou 'o emigrante'. Mas isso não é verdade porque nasci em França. Sou francês em França, sou português em Portugal e sou europeu. O nosso papel vai ser afirmar esta realidade. Podemos ter uma 'dupla cidadania' e viver plenamente esta realidade. A mundialização é real".
Paulo Marques "Quando venho cá,
sou 'o emigrante', mas nasci lá"
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